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Punk manteiga derretida

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O tempo transforma as pessoas. Imagine um cara, que nos anos 80 berrava que era um anti-cristo, um anárquico, para uma multidão ensandecida de puro rock´n roll volta à cena mais de três décadas depois, numa propaganda de manteiga!
Os mais radicais diriam que Johnny Rotten Lydon, vocalista do Sex Pistols, é um traidor do movimento. Mas convenhamos que, em plenos anos 2008, o garoto propaganda já está um pouquinho cansado de bagunça e deve até pedir pra baixar o som.
Em um anúncio publicitário que irá ao ar em outubro na televisão britânica, o cantor promove a manteiga Country Life vestido com roupas de lã, como um perfeito cavalheiro.
Na propaganda, o ex-jovem revoltado dos anos 70 aparece em diferentes lugares da Grã-Bretanha enquanto tenta entender porque gosta tanto da manteiga. Em seguida, conclui: “não é questão de Grã-Bretanha, é questão de Grã-manteiga”. Quem te viu, quem te vê hein Johny??

Muros animados

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Imagine você que um artista plástico Italiano, especializado em arte urbana, fez desenhos incríveis em vários pontos das cidades de Buenos Aires e Baden, e, dessas imagens surgiu uma animação. O nome do cara é Blu, um especialista em pinturas em paredes. O trabalho dele é fino, há quem chame de grafite, há quem chame simplesmente de pintura, e ainda faz animações. E uma delas em especial, chamada “Muto”, tem cara de desenho animado das antigas, foi produzida em Buenos Aires e Baden e ficou simplesmente sensacional. A trilha e os efeitos sonoros também são muito bons, entram na piração dos desenhos.

Enfim, vale muito a pena assistir o vídeo e também, conhecer o site/blog de Blu.

O vídeo:

Diga-me o que ouves e eu te direi quem és

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Você já ouviu falar que dá pra saber muito sobre alguém apenas tendo seu case em mãos? Dando uma sacada no play list de uma pessoa é possível imaginar os lugares que ela freqüenta, seu estilo de se vestir e até um pouco do seu jeito. Pois então, isso agora tem um fundamento científico. Um estudo realizado na Universidade Heriot Watt, em Edimburgo, na Escócia, mostrou essa relação entre gosto musical e personalidade e indicou que há semelhanças entre fãs de música clássica e de heavy metal.
Os resultados sugerem, por exemplo, que fãs de jazz são criativos e extrovertidos, enquanto aqueles que gostam de música pop tendem a ter pouca criatividade. E aquela semelhança entre os fãs de Mozart com os de Sepultura? Segundo o professor Adrian North, que liderou o estudo, “São pessoas muito criativas, introvertidas e de bem consigo mesmas”. Segundo o professor, uma das explicações pode ser o aspecto teatral desses estilos, que são dramáticos.
E o pessoal que fez o estudo foi além: eles acham que a pesquisa pode ser muito útil para a indústria fonográfica e para quem trabalha com marketing, pois se você sabe a preferência musical de uma pessoa, pode dizer que tipo de personalidade ela tem e para quem deve vender. Isso pode ser, inclusive, a saída para a indústria da música, muito preocupada com a queda da venda de CDs.
Bom, agora é só ficar atento com os os gostos musicais de quem você conhece pra ver se bate e, por via das dúvidas, nunca dizer numa entrevista de emprego que você é chegado num pop!

Dica do nosso amigo Idevã Batista

Garfa essa!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Imagine você praticando a caminhada diária num parque, como o Ibirapuera, e de repente depara com um garfo gigante enfiado no lago. Estranharia? Provavelmente sim, mas não se estivesse em frente ao “Alimentarium”, o museu da comida em Vevey, na Suíça. O Alimentarium foi criado e mantido pela Nestlé, é uma das mais estimulantes atrações de Vevey.
A apetitosa escultura do giga-garfo está no lago Leman e foi criada há mais de dez anos por dois artistas plásticos locais: Jean-Pierre Zaugg e Georges Favre. Interessantíssimo.
Quer conhecer melhor o museu? Olha aí o site: Alimentarium

Numa cidade muito longe daqui, que tem problemas que parecem os problemas daqui…

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Que tem favelas que parecem as favelas daqui… Nós brasileiros já nos acostumamos (e nem sei se isso é um bom sinal) à imagem da pobreza. Convivemos o tempo todo com as diferenças sociais e há quem veja algo de belo nisso e consiga até fazer arte. É o caso do conceituadíssimo fotógrafo brazuca Sebastião Salgado. Depois de retratar a cara “bonita” da miséria em várias partes do Brasil, o fotógrafo passou por Índia, Etiópia, Guatemala e Colômbia, mostrando que temos muito em comum com esses países. Dessa trip nasceu a exposição “In Princípio”, que Sebastião mostra a partir de hoje em Berlim. A mostra é focada nos cafezais e seus trabalhadores –freqüentemente indígenas–, alheios à tecnologia.
“In Princípio” está em cartaz até 5 de outubro, na Postfuhramt –velha central dos correios construída em 1976 no bairro de Mitte, transformada em uma galeria de exposições– e ocupa cinco espaços, um para cada país. Brasil, mostra sua cara!

Siga em frente!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Se você assiste a jogos de futebol pela televisão, já deve ter reparado alguma vez naquelas propagandas no contorno do campo, que parecem estar em pé. Eu mesma já fiquei na dúvida se aquilo realmente era uma pintura da marca ou se aquela imagem havia sido inserida ali por computação gráfica. Os efeitos de 3D são realmente impressionantes. Agora, imagine que alguns artistas utilizam desse mesmo efeito para produzir intervenções de maneira genial, é o caso de um dos percussores dessa técnica, Julian Beever, que confundia e encantava muita gente com suas pinturas em 3D feitas com giz nas calçadas.
Um designer que soube trabalhar de um jeito super interessante com o 3D, é o australiano Axel Peemoeller, suas obras podem ser conferidas em seu atrativo site. Os trabalhos dele são bastante variados, são bonitos e simples, por isso vale a visita até de quem não é muito familiarizado com o assunto.
Olha a criatividade do sujeito: ele fez umas intervenções num estacionamento de carros. As placas se transformaram em pinturas na parede que indicam “para onde ir” usando ilusão de óptica, basta estar na posição correta para ler os avisos. Este trabalho foi feito em Melbourne para a Eureka Tower Carpark.

Vale a pena passar uns minutinhos conhecendo melhor Axel Peemoeller, olha aí:

http://de-war.de/

Cabeças vão rolar

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Tem gente por aí que sabe fazer uma anarquia com criatividade. É o caso do “The Capitator”, um artista (será?) de rua que anda arrancando as cabeças de anúncios publicitários em Londres desde o ano passado. As “obras” devem gerar opiniões um tanto controversas, podem achar um simples vandalismo, porquice, ou então uma intervenção interessante, arte urbana.
Numa de suas últimas “ações”, ele decapitou a Sarah Jéssica Parker no cartaz promocional de Sex and the city e manteve a cabeça da atriz nas mãos dela mesma.

Particularmente, eu acho um pouco de mau gosto, mas não dá pra negar que não dá pra ficar imune às manifestações do cara.
Quer conhecer um pouco mais? Então veja o Flick dele e segure bem a sua cabeça!

http://www.flickr.com/photos/the_decapitator/

Design fino e fofo em Hong Kong

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Carrie Chau (Wun Ying) é designer de Hong Kong formada pela Polytechnic University of Hong Kong e Kent Institute of Art & Design - Inglaterra. Quando estiver pelas bandas de Hong Kong você poderá encontrar o trabalho dela na Loja “Homeless“, que vende almofadas, sacolas, cartões e outros produtos da Wun Ying Collection. A lojinha é fofa e cheia de novidades de design. Cada produto tem um cartãozinho dizendo “Take me home!!”, pedindo para os produtos deixarem de ser homeless… O endereço da loja é: 7 Gough Street - Central, Hong Kong. Os produtos de Carrie Chau também podem ser encontrados em lojinhas em shoppings… não é difícil de achar pela cidade. Vale a pena conhecer!


Senta aqui

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Sabe essa tela que você está olhando agora? Um dia alguém pode estar sentado nela, jogando milho aos pombos. Calma, nenhum maluco vai abundar-se em seu computador. Se a expressão “banco eletrônico” só lhe lembra do acesso via internet que você faz ao seu banco para pagar suas contas ou controlar seus investimentos é porque você ainda não viu a técnica que cientistas chineses acabam de desenvolver para reciclar a sucata eletrônica.

A equipe do Dr. Zhenming Xu, da Universidade de Shangai, desenvolveu um novo método de reciclagem que poderá transformar os computadores de ontem, assim como todo tipo de aparelho eletrônico, em verdadeiros “bancos digitais.”
Embora os metais contidos nos circuitos eletrônicos, como cobre, alumínio, e até ouro, já sejam reciclados, a maioria dos materiais não-metálicos continua sendo jogada em aterros sanitários. Os pesquisadores desenvolveram um processo industrial para reciclar esses materiais não-metálicos, criando um material intermediário que pode ser utilizado para a fabricação de bancos para parques e praças, grelhas para esgotos e cercas.
Essa técnica, além de moderna, contribui para sustentabilidade. Afinal, nós bem sabemos a quantidade enorme de lixo que geramos, e sendo assim, qualquer maneira de reaproveitamento do que é produzido é muito bem-vinda.

Revirando o baú

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Em tempos de comunicação rápida via email e celular, já é difícil mandar ou receber uma carta escrita à mão, cartões postais então, quase ninguém se lembra. Os postais não serviam apenas para dar notícias e deixar o destinatário passando vontade, eles tinham (têm) também, um caráter artístico. Com base nisso, um museu da cidade de Essen, na Alemanha, está com uma exposição que conta a história dos cartões postais e ressalta esse lado.
A mostra intitulada Frankierte Fantastereien (Fantasias carimbadas, na tradução livre), inclui mais de 500 cartões, em sua maioria do século passado. Alguns deles foram criados por artistas famosos como Salvador Dalí, Joan Miró e Marcel Duchamp.
Vários dos postais exibidos em Essen trazem colagens e montagens fotográficas do começo do século 20 que causaram furor na época. Muitos deles retratam cenas eróticas, enquanto outros estampam colagens divertidas.
A época de ouro dos postais começou a partir do ano 1900, paralelamente ao desenvolvimento das técnicas de fotografia. Essas duas formas de expressão devem ter influenciado muito uma à outra.
A mostra Frankierte Fantastereien fica em cartaz no Museu Folkwang, em Essen, até o dia 21 de setembro. Será que um dia, em algum lugar do mundo, acontecerá alguma exposição de toy art, grafitti, design gráfico, etc, tentando resgatar o lado artístico de coisas “do passado”?