O que acontece quando uma empresa impecável peca.

19 de julho de 2010 por Tomas Bueno

É verdade, exagerei no título, mas a eficiência da Apple conquistou dogmáticos fãs que tiveram dolorosamente que encarar a realidade: a Apple fez lambança na recepção do sinal do Iphone 4. Tentando ser imparcial, nem acho nada de outro mundo. Até onde sei, não é que ele fica sempre sem sinal, só fica fraco se você segurar ele na posição X, que não é lá tão comum.
Mas o post não é pra falar do erro de design do Iphone 4, é pra vermos como a Apple se comporta diante disso.
No dia 16, Steve Jobs abriu uma conferência com o vídeo abaixo. Essa conferência era, na verdade, uma resposta às milhões de acusações que o Iphone 4 recebeu.

O Gizmodo resumiu pra gente o recado de Jobs: “Há problemas, eles não são exclusivos do iPhone 4, mas de todos os smartphones. Você tem de evitar segurar neste ponto. Estamos fazendo o melhor para atacar o problema, que não incomoda todo mundo. Mas, se você não gosta do iPhone 4, não o compre. Comprou e não gostou? Devolvemos o dinheiro. E, acreditem, as 3 milhões de pessoas que já compraram estão com altos índices de satisfação. De todo modo, vamos dar os cases de graça para quem quiser.”

Além da conferência, vi em alguns blogs de tecnologia, como quem não quer nada, posts sobre a supercâmara de teste de sinal da Apple. (essa da foto aí de baixo, se você quiser saber mais sobre ela, pode ver no Gizmodo, ou através da própria Apple).

Até agora (e até onde sei), as respostas da Apple vieram de 2 formas: 1 elegante mostrando a tecnologia de desenvolvimento deles (que não resolve o problema do Iphone 4), e uma outra, menos elegante, comparando o Iphone 4 a outros smartphones e tentando remediar a situação com cases ou com a opção, que não é nenhuma novidade nos EUA, de “damos seu dinheiro de volta” (o que resolve o problema dos clientes, mas não o do Iphone 4).

Devem existir outras respostas da Apple em relação a esse erro, mas até agora o que vi foi isso. Se souberem de algo mais, deixem um comentário que atualizo o post.

Pode fechar o caixão…ou o case.

14 de julho de 2010 por Rafael Farina

Os primeiros dias após o término da Copa do Mundo são sempre difíceis. Chega de matar trabalho numa 5ª feira à tarde, de começar o almoço de domingo às 11 da manhã e só acabar as 17:00, de inventar desculpa para não ir comprar acessórios pra casa com a patroa, etc. Enfim, nossas vidas só voltarão ao normal após algumas rodadas do Brasileirão. E olhe lá!

Mas o que me deixou ainda mais triste foi tomar conhecimento deste incrível trabalho proporcionado pela Louis Vitton. Peraí! Como é possível ficar triste ao ver um trabalho tão bem criado, ainda mais em época de Copa do Mundo?

É que eu talvez seja um dos últimos apreciadores do futebol de antigamente, do chamado futebol de verdade, aquele jogado com raça, em gramados esburacados e enlamaçados, com carrinho, cuspe na cara, às favas com exames anti-doping, chuva, frio. Talvez isso explique minha insana paixão pelo Grêmio, e o gosto secundário pela Celeste Uruguaia e pelos hermanos argentinos.

Sendo assim, que raio de associação é essa entre futebol e uma marca de bolsas? E ainda por cima francesa?

Eu admito, teria que aplaudir a dedicação e a entrega final da Louis Vitton. Mas no momento estou ocupado no funeral do pouco que restava da essência do futebol de verdade.

@rafaelfarina

Mural no metrô

13 de julho de 2010 por Tomas Bueno

A JWT mandou muito bem com esse painel no metrô. Esse foi o melhor uso dessa tecnologia (mesmo sendo velha, ainda é tecnologia) que conheço.

Mural interativo com conteúdo do Twitter

12 de julho de 2010 por Rafael Farina

A Comissão de Turismo do Canadá descobriu uma excelente maneira para incentivar que seus vizinhos norte-americanos viajem cada vez mais para o seu País. Foram instalados murais gigantes em NY, LA e Chicago, com postagens de turistas que haviam visitado o Canadá recentemente, narrando suas experiências positivas e como a viagem valeu a pena.

Via Paula Rizzo

Olympus vai de Stop Motion

2 de julho de 2010 por Tomas Bueno

Tudo bem que Stop Motion anda meio batido, mas essa merece destaque. A criação é da DSG e a produção é da Big Fish. O legal é que não existe computação gráfica. Foi tudo impresso e fotografado com a câmera da Olympus.

I’m in

29 de junho de 2010 por Rafael Farina

O grande vencedor do Effie Awards 2010 é o Case “I’m in” elaborado pela Leo Burnett para o Sistema Público de Educação de Detroit. É uma verdadeira aula de como integrar uma sociedade inteira em torno de um problema que vinha assolando esta famosa e importante cidade norte-americana.

Não vou falar muito, porque vale a pena ver o vídeo

E para quem quiser, no Blog do GP dá pra baixar o arquivo em PDF. Enjoy!

@rafaelfarina

Gatorade Mission Control

28 de junho de 2010 por Rafael Farina

Quer aprender como monitorar a imagem da sua marca na Internet?

Ask Gatorade how!!!

@rafaelfarina

Mini x Porsche

23 de junho de 2010 por Tomas Bueno

Tenho acompanhado essa campanha do Mini e me divertido a cada ação. Pra mim, essa é uma das ações mais bem humoradas dos últimos tempos. Vou resumir aqui: o Mini desafiou o Porsche 911 para uma corrida mano-a-mano. Isso foi feito com muita petulância pelo diretor norte-americano do Mini direto para o diretor norte-americano da Porsche que são ex-colegas de trabalho.
A brincadeira rendeu anúncios e principalmente videos na internet. Você vai conferir boa parte das peças, incluindo o desafio impresso e em vídeo, a resposta do Porsche se negando ao desafio e a provocação em forma de paródia do icônico filme de Balboa.
Toda essa “briguinha” me fez voltar a velha discussão de concorrência agressiva, etc. Pra mim, esse é um grande exemplo de uma briga saudável. Por que? simples, o posicionamento das duas marcas são completamente diferentes e nessa “briguinha” cada uma só faz reafirmar a verdadeira identidade de cada carro: o Mini com sua ousadia, e o Porsche com sua tradição, experiência e “superioridade” se colocando em outro patamar. Desse jeito cada anúncio do Mini ajuda a viralizar o Porsche e vice-e-versa. Ou seja as marcas parecem estar brigando, mas estão mais se ajudando num estilo de luta à la WWF (aquelas lutas encenadas antigas com Hulk Hogan e cia.)
Bom, aproveitem:
O desafio:

Desafio impresso:

Essa é a carta do presidente da Porsche para o chefe do Mini, Jim McDowell:

Caro Jim,

Imagine nossa surpresa ao descobrir que nosso antigo empregado, e hoje chefe da Mini, havia nos desafiado para uma corrida mano-a-mano. Como você bem sabe, a Porsche possui uma longa e bem sucedida história em corridas, com mais de 28 mil vitórias nos últimos 60 anos. Em nossos primeiros anos, nos lançamos contra os gigantes, então posso dizer que já estivemos em seu lugar.

Mas como você também deve saber, a Porsche não corre por fama, acrobacias ou publicidade. Nós corremos para desafiar a nós mesmos; corremos para impulsionar a tecnologia dos carros esportivos; corremos para traduzir cada uma de nossas vitórias nas pistas para nossos carros nas estradas. Se precisar de um lembrete de nosso intuito, por favor dê uma olhada nesse vídeo.

Enquanto seus desafios parecem uma divertida e descontraída campanha, vamos nos ater a correr do mesmo modo que viemos correndo por décadas. Vocês serão muito bem vindos em Sebring, Le Mans, Daytona ou qualquer outra corrida sancionada, onde o haja em jogo mais do que camisetas ou vagas em estacionamentos. Também os convidamos para qualquer um dos milhares de circuitos onde donos de Porsche competem a cada fim de semana.

Boa sorte com sua corrida em Road Atlanda em 21 de junho; esperamos que aproveitem o dia.

Sinceramente,
Detlev Von Platen
Presidente e Executivo Chefe, Porsche Cars North America”

A resposta brincalhona do Mini foi uma paródia do filme Rocky:

Peguei daqui

Um passo a frente?

23 de junho de 2010 por Rafael Farina

Sábado passado tive a oportunidade de curtir um excelente show no Auditório Ibirapuera. De um conjunto argentino chamado “Orquesta Típica Fernandez Fierro”. Os caras, todos na faixa dos 30-40 anos de idade, resgatam com maestria um pouco do tango (e milongas e um leve toque de blues) típico porteño, que anda meio esquecido e que mesmo assim ainda é o som mais característico dos nosso hermanos. Vale lembrar que o tango está para eles como o samba está para nós brasileiros.

E depois do show, fiquei pensando muito nesse resgate as origens que está ocorrendo já faz tempo na Argentina. Só na área musical, temos uma grande quantidade de bandas tipicamente “tangueras”, ou que bebem direto nessa fonte, fazendo um estrondoso sucesso mundo afora: Gotan Project, Bajo Fondo, Tanghetto, e por aí vai. E todos esses grupos são formados prioritariamente por jovens, todos com seus 30 e poucos anos (as vezes até menos). Ou seja, gente que conhece, e respeita, o passado musical e histórico de suas terras e de seu povo. Independente da idade. Pessoas que pensam pra frente, sem abdicar do passado.

Não foi difícil partir para uma comparação com o que acontece na Publicidade atualmente. Ouço cada vez mais agências se posicionando como “uma agência que pensa para frente”, ou “aqui temos um pé no futuro”, ou qualquer coisa que o valha. Tudo muito lindo, tudo muito bonito, mas que invariavelmente acaba morrendo no discurso. Na prática, vemos as verbas direcionadas quase na sua totalidade para as mídias tradicionais, ações de endomarketing (ou de vendas, ou de guerrilha, promoção, online, ou do que você achar mais pertinente) chatas, sem graça, que não envolvem em nada o consumidor. Vemos projetos DUCARALHO esbarrando, com o perdão do termo, na falta de culhão do cliente, ou na falta de jogo de cintura da agência em saber vender de uma forma envolvente.

Enquanto isso, nossos hermanos abocanham cada vez mais prêmios, ganham dinheiro, respeito e admiração. Não só dos jurados de Cannes, mas principalmente dos clientes que essas agências atendem. Não sei se existe uma “fórmula portenha” para tamanho sucesso. O que eu sei é que na Argentina o passado sempre foi levado muito em consideração. Seja nas passeatas da Plaza de Mayo, na Bombonera, no Malba, num boteco de Boedo ou numa calle de Palermo Viejo. E também sei que os argentinos são mestres em aproveitar o passado para discutir o presente e recriar o futuro. Seja na propaganda ou nas bandas de eletro tango. Ou seja, todas as regras que deram certo no passado podem e devem ser levadas em consideração para pensarmos o futuro. Mas se não houver renovação na atitude e no pensamento, não haverá por conseqüência o tão propagado “pés no futuro”.

Como diz o André Foresti, um grande amigo meu: “Lá na Argentina, agências e clientes tem uma IRRESPONSABILIDADE SADIA que torna a propaganda deles tão diferenciada”. Aliás, valeu Dé pelo ingresso pro show sábado. DALEEE.

@rafaelfarina

Criatividade também em esculturas

18 de junho de 2010 por Rafael Farina

O trabalho da artista plástica sul-coreana Jean Shin é realmente de encher os olhos. Toda a sua obra é construída utilizando os mais diversos objetos do dia-a-dia, alguns extremamente comuns, mas todos resultam em trabalhos extremamente criativos. As obras com discos de vinil e frascos de remédio são das mais belas.

Se você não tiver a oportunidade de conferir alguma exposição da artista em alguma galeria ou museu perto da sua casa, através do site oficial (http://www.jeanshin.com/index.htm) dá para matar o gosto.